terça-feira, 21 de outubro de 2025

Viagem anual 2025 - Rota Norte (3º dia)

 Ah pois é…

Os protagonistas mantêm-se fiéis à estrada:


Edu e a sua ZZR 1200 “Bruta”
Grazina na imponente GoldWing “Traineira”

Depois das aventuras e peripécias do dia anterior, era hora de voltar à estrada — mais uns quilómetros pela lendária N103, com o destino final apontado a casa. Como diz o velho ditado: “O que é bom, acaba depressa.”

Mas... quando o motor ronca, o tempo parece sempre acelerar. e esvai-se entre o punho do acelerador e os discos de travões.

O dia começou cedo, com o sol ainda a espreguiçar-se sobre Bragança

Pequeno-almoço reforçado, casaco vestido, capacete posto, e pouco antes das 09:00 já estávamos a rolar.
A N103 recebeu-nos com algumas obras — uns semáforos temporários aqui, umas paragens forçadas ali — mas nada que tirasse o prazer da viagem e da paisagem deslumbrante. Pelo caminho, cruzámo-nos com pequenos grupos de motards estrangeiros; entre acenos, sorrisos e o som grave dos motores, sentia-se aquele espírito motard na estrada.

Um pouco antes de Vinhais, o tapete de asfalto renovado convidava a acelerar. Que delícia de piso, meus amigos!
Durante uns quilómetros segui o Grazina e a sua Traineira, mas a dada altura ele engatou o modo "race" e passou um grupo de italianos que eu não tive coragem de ultrapassar. Lá se foi o homem… e eu fiquei a apreciar a paisagem e as curvinhas!

Em Vinhais fizemos uma paragem estratégica para umas fotos — e batizámos aquele troço de estrada como o CIV: Circuito Internacional de Vinhais 😎.



Paisagens imponentes, curvas suaves, e aquele cheiro a gasolina e liberdade no ar.

Seguimos até Chaves, ao mítico Quilómetro Zero, onde o café do António serviu de pit stop e ponto de conversa.

 

Depois, estrada fora pela N103 — Parafita, Soutelos, Montalegre e tantas outras vilas que mereciam mais tempo do que tínhamos. Cada curva, uma memória guardada para mais tarde recordar. 

 

 

 
A páginas tantas dei por mim a rir sozinho, mas de certa forma chateado por não ter trazido comigo a action cam, fizemos uns largos quilómetros num ritmo não muito abusado, mas cadenciado, de certa forma parecia um bailado.

 

 

Pela hora de almoço chegámos a Braga. Um belo bacalhau, pernas esticadas e uma visita ao Bom Jesus — porque até os motards sabem apreciar a calma depois da adrenalina.

 

 

 

 

 

 

 

 

Já a tarde ia adiantada quando retomámos caminho. Ficou por fazer o último troço até ao verdadeiro quilómetro zero da N103, em Viana do Castelo — mas fica a promessa:

👉 Um dia destes voltamos lá, para fechar o círculo da estrada que nunca acaba.

Já mais perto e casa... E com vontade de voltar para trás:

 

 

Para mim no total foram 1511 kms em 3 dias!

Foi pena que não houvesse mais camaradas motards a puderem rolar connosco! Para o ano haverá certamente mais uma(s) aventura(s).

Fica o registo de que a Rota Norte é muito gira, com passagem por lugares incríveis, mas deveria ser melhorada a sua sinalização, principalmente no que diz respeito à N222.

Além das memórias, fotos, camaradagem e amizade habituais do Luís Grazina, destaco as pessoas que tivemos oportunidade de conhecer pelo caminho. Há sempre alguém disposto a ajudar e isso não tem preço!

 

Ah... e deixo-vos este impressionante e inquietante diálogo filosófico:



Um bem haja, um grande abraço e... Boas Curvas!

1 comentário:

  1. Brutal! Parabéns! Obrigados pela partilha. Abraço aos dois protagonistas. 👍👍👍👍

    ResponderEliminar