Pois é... A IPO a motociclos foi adiada para daqui a cinco anos.
Por um lado acho bem que tenha sido adiado.
A segurança é sempre uma preocupação presente na nossa mente. Nós motards ou simplesmente o pessoal que se desloca de moto temos todo o interesse que as nossas meninas funcionem na perfeição (afinal de contas o nosso cabedal é que pagará qualquer falha).
Todavia, a forma como as IPO iriam ser feitas dava a sensação que seria apenas para fornecer uma receita extraordinária aos cofres do Estado. O interesse era apenas esse. Se a segurança fosse uma prioridade não tínhamos as estradas que temos, as curvas com rails que mutilam e assassinam os nossos camaradas e mais uma infinidade de situações.
As IPO é que iriam melhor a segurança motard? Então e porque não eram feitas a motos com cilindrada inferior a 50 cc? Todos nós sabemos que as LC's (contra mim falo porque também tive uma), os quadriciclos, papa reformas e afins não cumprem requisitos minimos de segurança e ainda assim não eram abrangidos pelas IPO!
Enfim, seria mais uma medida para "roubar" dinheiro ao contribuinte e mandar areia para os olhos aos menos atentos.
Abaixo a noticia publicada na MotoJornal:
"Na última reunião realizada no passado 3 de Dezembro, em Bruxelas, os representantes do Conselho da UE decidiram eliminar as motos e scooters da proposta de directiva relativa às inspecções periódicas obrigatórias.
No documento que saiu da reunião, a situação relativa aos veículos de duas rodas ficou de ser re-avaliada dentro de cinco anos. A decisão veio na sequência de vários países da UE terem, nos últimos meses, recusado essa proposta de levar os motociclos a realizar inspecções periódicas.
A UE acabou assim por desvalorizar o estudo que levou à inclusão dos veículos de duas rodas na proposta de directiva, uma vez que esse estudo foi realizado por uma das partes interessadas nas inspecções, e que contrariava estudos independentes no que diz respeito ao número de acidentes causados por falhas técnicas dos motociclos.
As motos estão assim livres de inspecções durante, pelo menos, os próximos cinco anos, nos países da UE onde estas ainda não existem."
Abraço a todos e boas curvas!

