domingo, 20 de novembro de 2022

Vídeo RFodinhas do Asfalto - Nacional 2 @ Outubro 2022

 Ah pois é....

Pessoal, fica aqui um pequeno vídeo do passeio pela Nacional 2 com os amigos Telmo e Grazina.

Espero que gostem!



https://www.youtube.com/watch?v=myNGOtZcGKg


Abraço a todos e boas curvas!

domingo, 9 de outubro de 2022

Nacional 2 - Resumo @ 2022

Boas pessoal,

Ah pois é...

Concluímos (eu, Telmo e Grazina) com sucesso a N2. 

Foram cinco dias de muita diversão. 

Diversão, camaradagem e amizade entre nós e muuuuuuuuuuita diversão na estrada. As estradas sinuosas da zona Norte do país revelaram-se uma delicia (a Serra do Caldeirão também). Em abono de verdade, o ritmo que fomos impondo (de forma alternada) era "puxadote" e não permitia que nos distraíssemos muito com as paisagens. Mas... ainda assim ficámos deslumbrados (eu nunca tinha ali passado) com a paisagem, património e enquadramento geral.

A Nacional 2 (N2): a N2 na sua generalidade é muito fixe. É a maior estrada da Europa, terceira Mundial e claro está, a maior estrada nacional (738,5 kms). Está bem aproveitado o conceito. É uma forma de dinamizar o norte, centro, interior e zonas que tendem a ficar esquecidas. Alimenta e dinamiza parte da economia local e do pequeno comércio. A mesma poderia e deveria estar mais e melhor sinalizada. Existem imensos cruzamentos, bifurcações e afins em que não existe qualquer sinalização. Até dá a entender que uma boa parte da falta de sinalização é propositada para que o pessoal entre nas vilas e aldeias (acaba por ser compreensível). Em resumo é muito boa!

 

Passaporte N2: a criação do passaporte da N2, foi uma ideia gira que, para alguns viajantes obriga a alguns desvios para carimbarem o passaporte na íntegra. No nosso caso, tínhamos o passaporte e fomos carimbando aqui e ali, mas sempre sem grandes preocupações. No caso dos "carimbos" há de tudo. Existem pessoas/lojas que carimbam sem qualquer reserva e acabamos por comprar/consumir alguma coisa (p. ex. o Central Bar de VNP ou o Irish Pub de Viseu são um excelente exemplo). Depois há o oposto, por exemplo em Viseu na casa Viriato (artesanato) o "Guarda Serôdio" respondeu que só carimbava a clientes... Escusado dizer que lhe virámos as costas.

 

Meteorologia: o São Pedro ajudou-nos! Tivemos sol durante toda a viagem e até permitiu uns mergulhos no mar. Saliento durante a viagem houve momentos com muito calor, por exemplo na viagem em Montemor o Novo estavam uns incríveis e tórridos 32º C. Ainda assim, levava na bagagem um impermeável :-)

 

As gentes: as pessoas de uma forma geral são muito simpáticas e sempre disponíveis a ajudar, desde a darem indicações, referências de restaurantes ou locais, ou ainda a tirarem fotos à malta.

A comida: a comida foi um misto. Houve locais em que "não dávamos nada pelo local" e revelaram-se uma agradável surpresa, por exemplo no "Mister Prego" em Chaves e no "Xico" em Ferreira do Alentejo foi excelente. Já o restaurante Dom Dinis em Vila Nova de Poiares foi fraquinho. O pão no Norte é que foi sempre uma desilusão. A malta saloia está habituada a bom pão.

 

Finanças: claro está, que estas viagens têm um custo associado. Antes de partir temos de fazer contas à vida, temos de contabilizar combustível (falhei por 5€ a minha previsão), dormidas e comidas (a comida revelou-se ser a principal fonte de deslize). Não fica barato, mas também não é coisa excessivamente cara. Contem sempre com um custo de 60 a 80€ por dia, claro está, que varia muito consoante as escolhas feitas.

As motas: as motas, são as nossas companheiras e essenciais (embora também há quem faça de carro, bicicleta, trator e até a pé). As nossas meninas, ZZR, Gold Wing e EX portaram-se à altura. Não nos deixaram ficar mal e evidenciaram boas performances, desempenho, consumos e fiabilidade. A minha acabou por me convencer :-) Antes de arrancar convém ter a manutenção em dia e rever níveis de fluídos, travões e estados dos pneus. No meu caso, e apesar de não gostar, ficou evidente a importância do "top case" para estas viagens. Valeu-me o Grazina ter uma mota com arrumação melhor que alguns carros :-) O amigo Telmo também se disponibilizou pois tinha algum espaço livre.  

A companhia/camaradagem: deixei o melhor para o fim. A companhia, amizade e cumplicidade são essenciais para a conclusão desta jornada. É conveniente (principalmente de mota) que o pessoal se conheça bem. Não só sejam amigos, como também conheçam o comportamento/andamento na mota. É bom que saibamos a forma de condução do camarada e limitações do mesmo. Assim podemos adequar o ritmo a todos e de forma a reduzir o risco. Quando alguém não se sente confortável, apenas tem de dizer ao colega que segue na frente e para isso basta buzinar, ou deixar-se ficar para trás. No que diz respeito a isso, não podia ter corrido melhor. Conheço o Telmo e Grazina à imenso tempo, sei o que andam e deste trio eu era o mais fraquinho :-) Depois é muito importante que a malta seja amiga e saiba "ouvir" o próximo. Cada um tem o seu gosto, forma de estar e ideias. Fartámo-nos de brincar, rir e divertimo-nos "tótil"!

 

 

Enfim, foram cinco dias espetaculares, intensos, divertidos e com imensas gargalhadas. Se tivesse de escolher alguma expressão era: de sorriso na cara!

À algum tempo, que sonhava em fazer esta viagem, mas a mesma foi sendo adiada. Bastou um de nós ter mencionado isso aquando das WSBK no Estoril, e a coisa foi tomando rumo e acabou por se concretizar. 

Não nos basta recordar estórias passadas, à que viver as presentes e projetar as futuras. Se a isso juntarmos a companhia dos de que gostamos, torna-se ainda melhor!

Para o ano se tudo correr bem haverá mais uma voltinha deste género. Ficamos a aguardar sugestões :-)

Abraço a todos e boas curvas!

N2 - 2022 (Faro - Casa) @ 08 Outubro 2022

Boas pessoal,

Ah pois é...

Por fim, ao quinto dia e já fora da N2, faltava fazer o regresso a casa :-)

Participantes:

- Eduardo - Kawasaki EX 650;

- Luís - Honda Gold Wing 1500.

Após uma noite de descanso, e tomado um pequeno almoço reforçado, foi hora de nos fazermos à estrada no trajeto de rumo a casa. Após 1350 kms feitos em 4 dias, o cansaço já se faz notar e só pensamos em fazer o regresso sem percalços. Nesta jornada, já o amigo Telmo estava em casa.

 

 

Os amigos fardados a ajudar a malta...

Daqui fizemos a visita à Suzy e Roger em Porches. E seguimos rumo ao Autódromo Internacional do Algarve, só para espreitar o ambiente. Pelo que vimos a maior parte das bancadas estava vazia :-( Mais do mesmo, é de lamentar a inércia que provavelmente irá afastar este tipo de evento do nosso país...

AIA vazio :-(
 
- Lagos: rumámos a Lagos, onde tomámos um café e atestámos as miúdas!

 

 

 

- Vila Nova de Milfontes: de Lagos seguimos pela Costa Vicentina, tendo vindo a parar em Vila Nova de Milfontes onde demos um passeiozinho e almoçamos.
Seguimos para cima sem incidentes. 

 

 

 

 


Já na Castanheira do Ribatejo

No meu caso fiz 1750 kms no total. A minha "menina" tal como as restantes portou-se excelentemente e até me surpreendeu pela forma como se portou curva, após curva e km após km. Foi uma jornada espetacular com dois amigos de longa data que muito prezo.
Espero sinceramente que voltemos a organizar uma, outra e muitas mais jornadas deste género. Haja vontade, saúde e dinheiro para podermos embrenharmo-nos noutras jornadas.

Abraço a todos e boas curvas!

N2 - 2022 (Ferreira do Alentejo - Faro) @ 07 Outubro 2022

Boas pessoal,

Ah pois é...

Na terceira e última etapa pela N2 ligámos Ferreira do Alentejo a Faro.

Participantes:

- Eduardo - Kawasaki EX 650;

- Luís - Honda Gold Wing 1500;

- Telmo - Kawasaki ZZR 1400.

Logo pela manhã, tomámos um pequeno almoço muito bom no Pátio das Andorinhas. O Sr. Rui (dono) preparou-nos um pequeno almoço com produtos regionais muito bom. Adorámos este espaço muito pitoresco e que mantém a malha original, bem como promove a reciclagem de materiais e móveis antigos. É um espaço muito acolhedor, e sobre o qual vos deixo o site abaixo para espreitarem:

https://patiodasandorinhas.com

O trajeto passava por: Ferreira do Alentejo, Aljustrel, Castro Verde, Almodovar, Loulé, São Brás de Alportel e Faro.

Foram cerca de 145 kms, onde claro está o momento alto é as curvas e contra curvas da Serra do Caldeirão :-)


 


 
Almocinho no Moto Clube de Faro:
Ao fundo é visível o presidente do Moto Clube de Faro - Sr. Amaro

 

 

 

 

 

  

 

Após o almoço o amigo Telmo arrancou rumo a casa, eu e o Grazina fomos até ao hotel, onde deixámos as bagagens. 
Dali rumámos à praia da ilha de Faro, onde fomos dar um mergulho e onde recebemos a visita dos amigos Rogério e Suzy.

 
 
 

 

 

 


Saímos de Faro e fomos até "casa", banho tomado, e fomos jantar uma bela cataplana e mais um belo passeio noturno por Faro.

 

 

 

 

 

 

 

Resumo: mais um dia em cheio! A nivel de diversão na estrada, valeu pelas curvas da serra do Caldeirão.
Almoço bom no MCF e jantar ainda melhor de cataplana de peixe.
Ligámos Ferreira do Alentejo a Faro pela N2 (+ - 145 kms).
Ainda tivemos direito a banhoca de praia :-)

Abraço a todos e boas curvas!