Ah pois é…
Os protagonistas mantêm-se fiéis à estrada:
• Edu e a sua ZZR 1200 “Bruta”
• Grazina na imponente GoldWing “Traineira”
Depois das aventuras e peripécias do dia anterior, era hora de voltar à estrada — mais uns quilómetros pela lendária N103, com o destino final apontado a casa. Como diz o velho ditado: “O que é bom, acaba depressa.”
Mas... quando o motor ronca, o tempo parece sempre acelerar. e esvai-se entre o punho do acelerador e os discos de travões.
O dia começou cedo, com o sol ainda a espreguiçar-se sobre Bragança.
Pequeno-almoço reforçado, casaco vestido, capacete posto, e pouco antes das 09:00 já estávamos a rolar.
A N103 recebeu-nos com algumas obras — uns semáforos temporários aqui, umas paragens forçadas ali — mas nada que tirasse o prazer da viagem e da paisagem deslumbrante. Pelo caminho, cruzámo-nos com pequenos grupos de motards estrangeiros; entre acenos, sorrisos e o som grave dos motores, sentia-se aquele espírito motard na estrada.
Um pouco antes de Vinhais, o tapete de asfalto renovado convidava a acelerar. Que delícia de piso, meus amigos!
Durante uns quilómetros segui o Grazina e a sua Traineira, mas a dada altura ele engatou o modo "race" e passou um grupo de italianos que eu não tive coragem de ultrapassar. Lá se foi o homem… e eu fiquei a apreciar a paisagem e as curvinhas!
Em Vinhais fizemos uma paragem estratégica para umas fotos — e batizámos aquele troço de estrada como o CIV: Circuito Internacional de Vinhais 😎.
Paisagens imponentes, curvas suaves, e aquele cheiro a gasolina e liberdade no ar.
Seguimos até Chaves, ao mítico Quilómetro Zero, onde o café do António serviu de pit stop e ponto de conversa.
Depois, estrada fora pela N103 — Parafita, Soutelos, Montalegre e tantas outras vilas que mereciam mais tempo do que tínhamos. Cada curva, uma memória guardada para mais tarde recordar.
A páginas tantas dei por mim a rir sozinho, mas de certa forma chateado por não ter trazido comigo a action cam, fizemos uns largos quilómetros num ritmo não muito abusado, mas cadenciado, de certa forma parecia um bailado.
Pela hora de almoço chegámos a Braga. Um belo bacalhau, pernas esticadas e uma visita ao Bom Jesus — porque até os motards sabem apreciar a calma depois da adrenalina.
Já a tarde ia adiantada quando retomámos caminho. Ficou por fazer o último troço até ao verdadeiro quilómetro zero da N103, em Viana do Castelo — mas fica a promessa:
👉 Um dia destes voltamos lá, para fechar o círculo da estrada que nunca acaba.
Já mais perto e casa... E com vontade de voltar para trás:
Para mim no total foram 1511 kms em 3 dias!
Foi pena que não houvesse mais camaradas motards a puderem rolar connosco! Para o ano haverá certamente mais uma(s) aventura(s).
Fica o registo de que a Rota Norte é muito gira, com passagem por lugares incríveis, mas deveria ser melhorada a sua sinalização, principalmente no que diz respeito à N222.
Além das memórias, fotos, camaradagem e amizade habituais do Luís Grazina, destaco as pessoas que tivemos oportunidade de conhecer pelo caminho. Há sempre alguém disposto a ajudar e isso não tem preço!





































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