domingo, 9 de outubro de 2022

Nacional 2 - Resumo @ 2022

Boas pessoal,

Ah pois é...

Concluímos (eu, Telmo e Grazina) com sucesso a N2. 

Foram cinco dias de muita diversão. 

Diversão, camaradagem e amizade entre nós e muuuuuuuuuuita diversão na estrada. As estradas sinuosas da zona Norte do país revelaram-se uma delicia (a Serra do Caldeirão também). Em abono de verdade, o ritmo que fomos impondo (de forma alternada) era "puxadote" e não permitia que nos distraíssemos muito com as paisagens. Mas... ainda assim ficámos deslumbrados (eu nunca tinha ali passado) com a paisagem, património e enquadramento geral.

A Nacional 2 (N2): a N2 na sua generalidade é muito fixe. É a maior estrada da Europa, terceira Mundial e claro está, a maior estrada nacional (738,5 kms). Está bem aproveitado o conceito. É uma forma de dinamizar o norte, centro, interior e zonas que tendem a ficar esquecidas. Alimenta e dinamiza parte da economia local e do pequeno comércio. A mesma poderia e deveria estar mais e melhor sinalizada. Existem imensos cruzamentos, bifurcações e afins em que não existe qualquer sinalização. Até dá a entender que uma boa parte da falta de sinalização é propositada para que o pessoal entre nas vilas e aldeias (acaba por ser compreensível). Em resumo é muito boa!

 

Passaporte N2: a criação do passaporte da N2, foi uma ideia gira que, para alguns viajantes obriga a alguns desvios para carimbarem o passaporte na íntegra. No nosso caso, tínhamos o passaporte e fomos carimbando aqui e ali, mas sempre sem grandes preocupações. No caso dos "carimbos" há de tudo. Existem pessoas/lojas que carimbam sem qualquer reserva e acabamos por comprar/consumir alguma coisa (p. ex. o Central Bar de VNP ou o Irish Pub de Viseu são um excelente exemplo). Depois há o oposto, por exemplo em Viseu na casa Viriato (artesanato) o "Guarda Serôdio" respondeu que só carimbava a clientes... Escusado dizer que lhe virámos as costas.

 

Meteorologia: o São Pedro ajudou-nos! Tivemos sol durante toda a viagem e até permitiu uns mergulhos no mar. Saliento durante a viagem houve momentos com muito calor, por exemplo na viagem em Montemor o Novo estavam uns incríveis e tórridos 32º C. Ainda assim, levava na bagagem um impermeável :-)

 

As gentes: as pessoas de uma forma geral são muito simpáticas e sempre disponíveis a ajudar, desde a darem indicações, referências de restaurantes ou locais, ou ainda a tirarem fotos à malta.

A comida: a comida foi um misto. Houve locais em que "não dávamos nada pelo local" e revelaram-se uma agradável surpresa, por exemplo no "Mister Prego" em Chaves e no "Xico" em Ferreira do Alentejo foi excelente. Já o restaurante Dom Dinis em Vila Nova de Poiares foi fraquinho. O pão no Norte é que foi sempre uma desilusão. A malta saloia está habituada a bom pão.

 

Finanças: claro está, que estas viagens têm um custo associado. Antes de partir temos de fazer contas à vida, temos de contabilizar combustível (falhei por 5€ a minha previsão), dormidas e comidas (a comida revelou-se ser a principal fonte de deslize). Não fica barato, mas também não é coisa excessivamente cara. Contem sempre com um custo de 60 a 80€ por dia, claro está, que varia muito consoante as escolhas feitas.

As motas: as motas, são as nossas companheiras e essenciais (embora também há quem faça de carro, bicicleta, trator e até a pé). As nossas meninas, ZZR, Gold Wing e EX portaram-se à altura. Não nos deixaram ficar mal e evidenciaram boas performances, desempenho, consumos e fiabilidade. A minha acabou por me convencer :-) Antes de arrancar convém ter a manutenção em dia e rever níveis de fluídos, travões e estados dos pneus. No meu caso, e apesar de não gostar, ficou evidente a importância do "top case" para estas viagens. Valeu-me o Grazina ter uma mota com arrumação melhor que alguns carros :-) O amigo Telmo também se disponibilizou pois tinha algum espaço livre.  

A companhia/camaradagem: deixei o melhor para o fim. A companhia, amizade e cumplicidade são essenciais para a conclusão desta jornada. É conveniente (principalmente de mota) que o pessoal se conheça bem. Não só sejam amigos, como também conheçam o comportamento/andamento na mota. É bom que saibamos a forma de condução do camarada e limitações do mesmo. Assim podemos adequar o ritmo a todos e de forma a reduzir o risco. Quando alguém não se sente confortável, apenas tem de dizer ao colega que segue na frente e para isso basta buzinar, ou deixar-se ficar para trás. No que diz respeito a isso, não podia ter corrido melhor. Conheço o Telmo e Grazina à imenso tempo, sei o que andam e deste trio eu era o mais fraquinho :-) Depois é muito importante que a malta seja amiga e saiba "ouvir" o próximo. Cada um tem o seu gosto, forma de estar e ideias. Fartámo-nos de brincar, rir e divertimo-nos "tótil"!

 

 

Enfim, foram cinco dias espetaculares, intensos, divertidos e com imensas gargalhadas. Se tivesse de escolher alguma expressão era: de sorriso na cara!

À algum tempo, que sonhava em fazer esta viagem, mas a mesma foi sendo adiada. Bastou um de nós ter mencionado isso aquando das WSBK no Estoril, e a coisa foi tomando rumo e acabou por se concretizar. 

Não nos basta recordar estórias passadas, à que viver as presentes e projetar as futuras. Se a isso juntarmos a companhia dos de que gostamos, torna-se ainda melhor!

Para o ano se tudo correr bem haverá mais uma voltinha deste género. Ficamos a aguardar sugestões :-)

Abraço a todos e boas curvas!

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