segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Porquê essa tara?

Já ouvi por diversas vezes:
- Mas porquê essa tara/mania/obsessão de tanto andar de mota?
Também vocês devem ser massacrados com esta questão.

No meu caso á a minha esposa, os meus pais, amigos e conhecidos que sempre me estão a perguntar.
Pois vou tentar passar a explicar.
Actualmente todos nós vivemos uma vida deveras stressante. Saímos de casa já atrasados, quase sem tempo para tomar o pequeno almoço. Chegamos ao trabalho e somos bombardeados com mails, telefonemas, tarefas, etc, etc.
Não me queixo... O trabalho é isso mesmo, se fosse divertido não existia taxa de desemprego.
No meu caso particular o trabalho é a dobrar, pois além do trabalho a full-time (9:00/18:00) ainda vem o part-time (18:30/21:30). É uma vida "dura" como tantas outras, mas além de existir pior, há quem nem sequer trabalho tenha. Por isso estou menos mal.
Agora vamos ao cerne da questão. Vivendo uma vida em constante correria e muito ocupada sobra muito pouco tempo para o lazer (sem esquecer que entre os 2 trabalhos ainda consigo arranjar tempo para praticar Desporto umas 4/5 vezes por semana, já é um vicio) estas voltitas ao domingo dão-me um animo, uma força extra. Decidi que o domingo de manha seria meu, seja ele passado como for.
Na grande maioria das vezes é passado a dar umas voltitas de moto, se puder ser acompanhdo por pessoal amigo, tanto melhor.
Andar de mota faz-me retemperar, encher os pulmões de ar, carregar as baterias, enfim é uma sensação muito boa que só quem conhece sabe dar valor.
As motos têm imensas vantagens (tráfego, estacionamento, etc) e igualmente desvantagens (condicionantes das intempéries, acidentes, etc, etc...), mas além de tudo isso têm um "je ne sais quoi".
Quando circulas de enlatado, não sentes o vento no corpo e cara, não tens aquela sensação de liberdade, não te causa aquele bem-estar que todos nós conhecemos.

Gosto porque gosto! Tal como o meu pai alivia o stress de um dia de trabalho na sua horta, a minha mãe nos seus bordados, alguns na pesca, uns no café, outros a ver TV, etc...
Aquelas 2/3 horitas de domingo valem o que valem, mas para mim é muito.
Não consegui explicar, mas não é isso que importa, é algo que não se consegue explicar e/ou ilustrar, é algo que se sente, algo que se respira algo que se vive...
É simplesmente DIFERENTE, sem uma explicação óbvia e muito  menos cientifica.
Abraço a todos e boas curvas.

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